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sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Desintoxicação com Alimentação Viva e Feldenkrais - Por Kaelash Neels - Parte 3



Como diz a palavra, os alimentos vivos são cheios de vida, cheio de enzimas. É o alto teor de enzimas nos alimentos vivos, que o diferencia de um alimento cru. Uma enzima é uma substância produzida por um organismo vivo que age como um catalisador para provocar uma reação bioquímica específica. Enzimas aceleram a reação nas células. A maioria das enzimas são proteínas que têm atividade biológica. Algumas enzimas controlam as reações dentro das células e algumas, como as enzimas envolvidas na digestão, fora delas. Há 5.000 enzimas citadas, mas muitas mais existem. Cada uma tem pH e temperatura perfeitos. Você sabia que cerca de 80% da nossa energia é consumida na digestão dos alimentos? Se você comer alimentos vivos, têm mais energia, porque os alimentos ricos em enzimas tiram a necessidade do corpo de gastar energia para produzir as enzimas em si. Quanto mais é necessário energia para digerir alimentos, menos energia para a função metabólica. A morte é sempre o resultado da deficiência das enzimas metabólicas.

Enzimas aumentam os nossos níveis de energia, o que equivale a maior capacidade de combater as doenças; elas também ajudam a reduzir a inflamação e acelerar a cura. O que você pode fazer para apoiar o corpo a produzir mais enzimas metabólicas? Restringir suas calorias comendo alimentos vivos. O estudo mais conceituado hoje para a saúde é a restrição calórica, o que resulta em longevidade e saúde em geral. Recomenda-se a desintoxicação de seu corpo de 3 a 4 vezes por ano e o aumento da ingestão de enzimas.
Então vamos voltar a olhar para a diferença entre uma alimentação viva e um alimento cru. Castanhas e sementes são exemplos de alimentos crus que contêm apenas uma pequena parte de enzimas e, portanto, são relativamente difíceis de digerir, mas elas têm o potencial de se transformar em um alimento vivo. Como? Por hidratação e germinação que ativa as enzimas já existentes nelas. Podemos até aumentar ainda mais a sua digestão e energia potencial ao liquidificá-las e fermentá-las. Estas são técnicas comuns no estilo de vida da alimentação viva. O que nos leva a pensar se existem enzimas nos alimentos cozidos. Não, pois no processo de cozimento uma grande parte dos nutrientes dos alimentos são destruídos. A seguir, mais informações:

Alimentos Vivos x Cozidos

Alimentos Cozidos

  • O cozimento destrói as vitaminas e as enzimas 
  • Os minerais são alterados, tornando-se indigestos e indisponíveis 
  • As proteínas são destruídas/alteradas 
Benefícios dos Alimentos Vivos
  • Mais nutrientes 
  • Menos toxinas 
  • Menos doença 
  • Menos gorduras/calorias 
  • Todos os alimentos vivos são ricos em enzimas, e mais fáceis de serem digeridos. 
  • Nem todos os alimentos crus são bons e nem todos os alimentos vivos são utilizados no Estilo de Vida da Alimentação Viva 

Os Alimentos Básicos do Estilo de Vida da Alimentação Viva

  • Frutas e Verduras 
  • Sopa Energética 
  • Castanhas e Sementes Germinadas 
  • Alimentos Fermentados (ex.: Chucrute) 
  • Alimentos batidos no liquidificador 
  • Suco de Grama do Trigo 

Alguns Componentes Básicos do Estilo de Vida da Alimentação Viva:

  • Alimentação Viva 
  • Exercício 
  • Respiração 
  • Relaxamento 
  • Cultivo de brotos e germinados 
  • Desintoxicação 


Então, se você deseja eliminar medidas, livrar-se da dor e do sofrimento e aumentar os seus níveis de energia, venha se juntar a nós durante esta desintoxicação em São Francisco Xavier onde o nosso lema é o que a Dra. Ann Wigmore, disse: "SE VOCÊ SE RECONECTA COM A NATUREZA, SEU CORPO IRÁ CUIDAR DE SI MESMO".

Leia também:

Desintoxicação com Alimentação Viva e Feldenkrais - Parte 1

Desintoxicação com Alimentação Viva e Feldenkrais - Parte 2




Kaelash Neels nasceu na Alemanha em uma família na qual yoga era praticado como um estilo de vida. Depois de mudar-se para os Estados Unidos, obteve graduação em Psicologia Somática na Universidade Estadual de Sonoma. Tem formação em Orientação Nutricional pela Faculdade de Bauman, na Califórnia, e é certificado Terapeuta e Instrutor de Yoga. Após concluir sua profissionalização de quatro anos no Programa de Treinamento Feldenkrais, foi Certificado pelo Feldenkrais Guild®da America do Norte (FGNA – www.feldenkrais.com). Atualmente é Co-diretor do Instituto Ann Wigmoreem Porto Ricoonde, desde 1999, tem ajudado pessoas a superarem os desafios de doenças severas como câncer e diabetes, e atingirem uma saúde vibrante e cheia de vitalidade. Há mais de 10 anos é Lifestyle Coach, combinando profundamente as expertises de ViniyogaTerapia, MétodoFeldenkrais® e Nutrição Viva em programas personalizados – trazendo esta prática inovadora para o Brasil, onde atende indivíduos e grupos que desejam mover-se da dor e sofrimento para uma saúde vibrante e plena.


Participe da Semana de Spa em São Francisco Xavier/SP, na Fazenda Gaia
Detox com Alimentação Viva e Método Feldenkrais
Com Kaelash Neels e Jane Susie Cardoso Almeida  
De 24 à 29 de janeiro de 2012

Experiência alimentar de cinco dias com alimentação viva - alimentos crus e germinados. Aprenda, emagrecendo, como fazer este alimento nutritivo.
Aulas especiais sobre Feldenkrais - método corporal que ajuda a desenvolver melhor postura, coordenação e respiração. Está cada mais conhecido na neuropsicologia devido ao seu potencial de melhorar a vida.

"Tornar o impossível, possível, o possível fácil e o fácil elegante.
Minha intenção não é gerar corpos flexíveis, mas sim mentes flexíveis.  Meu objetivo é desenvolver a cada pessoa sua dignidade humana". Moshe Feldenkrais 

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Desintoxicação com Alimentação Viva e Feldenkrais - Por Kaelash Neels - Parte 2

Acreditamos fortemente que você tem o direito de se sentir bem na maior parte do tempo. A maioria de nós passou a acreditar que é normal sentir-se cansado e doente, e que coisas como ansiedade, depressão, obesidade, osteoporose, pressão alta, colesterol elevado, doenças cardíacas, diabetes e câncer são parte da vida. O grande filósofo indiano Krshnamurti disse uma vez: "Não é sinal de saúde estar bem de acordo com os padrões de uma sociedade profundamente doente." 
Câncer costumava ser doença para idosos. Encontrei recentemente uma menina de oito anos, que era um sobrevivente de câncer (leucemia). Quando ouvi isso fiquei profundamente chocado. E sobre os meus filhos? Será que eles também sofrem ou sofrerão de câncer e diabetes, como mais e mais crianças hoje em dia? Antigamente doenças como diabetes, obesidade, osteoporose e doenças cardíacas ocorriam raramente. Sem dúvida, uma das principais causas por que sofremos tanto desnecessariamente deve-se ao estilo de vida que adotamos: refeições apressadas, pressões do trabalho e família, descanso insuficiente, falta de exercício e etc. Isso lhe soa familiar? Alguma vez você já quis fugir da corrida de ratos e foi para um retiro para cuidar de si mesmo e voltar para a sociedade revigorado e rejuvenescido com novas ferramentas para viver mais equilibrado na sociedade profundamente doente? Se você já pensou nisso, continue a ler. 
Nascida na Lituânia, Dra. Ann Wigmore (1909-1994) depois que se mudou para os EUA e começou a comer a dieta ocidental, ela sofreu de várias doenças, como câncer e asma. Ela se recusou a passar pelo tratamento convencional dessas doenças e procurou tratamentos naturais para a cura. Na infância ela frequentemente observou a avó a tratar soldados feridos com remédios naturais. Quando estava doente, se lembrou de sua avó e também observou que muitos animais se curavam rapidamente ao comer gramíneas quando estavam enfermos. Dra. Wigmore curou-se do câncer e asma, abraçando um estilo de vida que já era praticado pelos essênios na Palestina e recomendado por Hipócrates, o pai da medicina, o qual sugeriu que a comida fosse a nossa medicina e a medicina a nossa comida. Ele ainda disse para deixar o ar, a água e sol nos curar. Dra. Ann Wigmore não só se curou, com sucesso do câncer e asma, ela também se rejuvenesceu totalmente por adotar um estilo de vida que estava em harmonia com a natureza. Isso resultou na perda de cabelos grisalhos e recuperação da cor do cabelo e força física que tinha quando era jovem.
Percebendo que o estilo de vida moderna que a maioria das pessoas vivem causa tanto sofrimento desnecessário, ela desenvolveu um programa para desintoxicar o corpo, alimentá-lo e reduzir a carga de estresse para que ele possa curar-se. Ela denominou este programa em um “Estilo de Vida da Alimentação Viva” (Living Food Lifestyle) e em 1963 fundou o primeiro instituto da alimentação viva, em Boston, (Hipócrates Institute), EUA.
A mensagem principal de Ann Wigmore é: “Torne-se seu próprio médico e aprenda a auto-cura pela reconexão com a natureza”. Por que ela o chamou de Estilo de Vida da Alimentação Viva e não o Estilo de Vida da Comida Crua, ou dieta da Alimentação Crua?
Você sabe a diferença entre alimentos crus e vivos? Infelizmente, muitas pessoas chamam comidas cruas de alimentos vivos e alimentos vivos de comidas cruas, o que causou uma confusão quanto ao que é vivo e o que é cru. Você já ouviu falar que os alimentos crus são difíceis de digerir e não fornecem todos os nutrientes necessários? É verdade que a maioria dos alimentos crus são difíceis de digerir e não fornecem ao corpo todos os nutrientes suficientes, como probióticos, por exemplo. Além disso, a comida é apenas uma parte do que seu corpo necessita para curar-se. O que ele realmente precisa é de um estilo de vida que apoie plenamente a alimentação, sendo um dos componentes de todo o processo.
Leia também: Desintoxicação com Alimentação Viva e Feldenkrais - Por Kaelash Neels - Parte 1

Kaelash Neels nasceu na Alemanha em uma família na qual yoga era praticado como um estilo de vida. Depois de mudar-se para os Estados Unidos, obteve graduação em Psicologia Somática na Universidade Estadual de Sonoma. Tem formação em Orientação Nutricional pela Faculdade de Bauman, na Califórnia, e é certificado Terapeuta e Instrutor de Yoga. Após concluir sua profissionalização de quatro anos no Programa de Treinamento Feldenkrais, foi Certificado pelo Feldenkrais Guild®da America do Norte (FGNA – www.feldenkrais.com). Atualmente é Co-diretor do Instituto Ann Wigmoreem Porto Ricoonde, desde 1999, tem ajudado pessoas a superarem os desafios de doenças severas como câncer e diabetes, e atingirem uma saúde vibrante e cheia de vitalidade. Há mais de 10 anos é Lifestyle Coach, combinando profundamente as expertises de ViniyogaTerapia, MétodoFeldenkrais® e Nutrição Viva em programas personalizados – trazendo esta prática inovadora para o Brasil, onde atende indivíduos e grupos que desejam mover-se da dor e sofrimento para uma saúde vibrante e plena.


Participe da Semana de Spa em São Francisco Xavier/SP, na Fazenda Gaia
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Com Kaelash Neels e Jane Susie Cardoso Almeida  
De 24 à 29 de janeiro de 2012

Experiência alimentar de cinco dias com alimentação viva - alimentos crus e germinados. Aprenda, emagrecendo, como fazer este alimento nutritivo.
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"Tornar o impossível, possível, o possível fácil e o fácil elegante.
Minha intenção não é gerar corpos flexíveis, mas sim mentes flexíveis.  Meu objetivo é desenvolver a cada pessoa sua dignidade humana". Moshe Feldenkrais 

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Desintoxicação com Alimentação Viva e Feldenkrais - Por Kaelash Neels - Parte 1

É hora de emagrecer, rejuvenescer e restabelecer a vitalidade! 


Você sabia que a causa de quase todas as doenças é desnutrição, toxicidade e estresse?

Se para você é difícil sair da cama pela manhã, se precisa de café para se manter desperto durante o dia, sofre de dores de cabeça, insônia, excesso de peso ou se sente sem energia, este é o momento certo para você desintoxicar seu corpo, alimentá-lo e se livrar do estresse do dia-a-dia.



Estamos expostos às toxinas, causadoras de muitas doenças e conhecidas por serem cancerígenas (têm o potencial de causar câncer). Elas fazem parte de nossas vidas e são encontradas em medicamentos de balcão ou por prescrição médica, drogas recreativas como álcool, nicotina, cafeína e outros. Pela ingestão de metais pesados, pesticidas, herbicidas e hormônios na comida e água. Absorvemos as toxinas ambientais em postos de gasolina, na pintura de nossas casas, em limpeza a seco, purificadores de ar; como também, na maioria dos colchões e roupas de dormir que podem apresentar compostos químicos perigosos para a saúde, bem como, móveis, cosméticos e materiais de construção que contém formaldeído- produto químico que dificulta a respiração e relaciona-se com câncer de pulmão, cérebro e leucemia. 
As toxinas se acumulam em nossos corpos e, por vezes, nos sentimos doentes e cansados sem nem mesmo sabermos o verdadeiro motivo. É claro que temos de reduzir as toxinas, o quanto possível, que ingerimos através das drogas, da comida e da respiração, mas isso não é suficiente! Se você quer alcançar uma ótima saúde, precisa desintoxicar o corpo, de forma regular, fazendo uma desintoxicação. A invasão de toxinas é inevitável, portanto, a desintoxicação é uma obrigação!
Mas para o corpo não é suficiente apenas um desintoxicação. Você também deve alimentá-lo corretamente. Segundo pesquisas, oito em cada 10 pessoas que estão acima do peso também são desnutridas. Durante uma desintoxicação você ingere alimentos de baixas calorias, alcalinizantes, ricos em fibras e água os quais eliminam as toxinas para fora do seu sistema e reabastece seu corpo com todos os nutrientes corretos, tais como vitaminas, minerais, proteínas, enzimas, co-enzimas e ômega 3. Todos os alimentos que você ingere durante uma desintoxicação são fáceis de digerir, e oferecem ao seu corpo um descanso a fim de que toda a energia vital possa ser usada para desintoxicar e reconstruir seu sistema. Durante a desintoxicação você pratica a respiração profunda ao ar livre e faz exercícios agradáveis que ajudam a liberar toxinas ao pressionar os órgãos para aumentar a circulação e melhorar o fluxo de linfa através do corpo. A linfa transporta os resíduos para fora do corpo e ajuda no processo de cura. As práticas durante o processo de desintoxicação resultam em uma melhor digestão, potencializa a assimilação dos nutrientes essenciais e elimina resíduos e toxinas; além disso, você aprende como manter o seu corpo e cólon limpo para o futuro.


Kaelash Neels nasceu na Alemanha em uma família na qual yoga era praticado como um estilo de vida. Depois de mudar-se para os Estados Unidos, obteve graduação em Psicologia Somática na Universidade Estadual de Sonoma. Tem formação em Orientação Nutricional pela Faculdade de Bauman, na Califórnia, e é certificado Terapeuta e Instrutor de Yoga. Após concluir sua profissionalização de quatro anos no Programa de Treinamento Feldenkrais, foi Certificado pelo Feldenkrais Guild®da America do Norte (FGNA – www.feldenkrais.com). Atualmente é Co-diretor do Instituto Ann Wigmoreem Porto Ricoonde, desde 1999, tem ajudado pessoas a superarem os desafios de doenças severas como câncer e diabetes, e atingirem uma saúde vibrante e cheia de vitalidade. Há mais de 10 anos é Lifestyle Coach, combinando profundamente as expertises de ViniyogaTerapia, MétodoFeldenkrais® e Nutrição Viva em programas personalizados – trazendo esta prática inovadora para o Brasil, onde atende indivíduos e grupos que desejam mover-se da dor e sofrimento para uma saúde vibrante e plena.


Participe da Semana de Spa em São Francisco Xavier/SP, na Fazenda Gaia
Detox com Alimentação Viva e Método Feldenkrais
Com Kaelash Neels e Jane Susie Cardoso Almeida  
De 24 à 29 de janeiro de 2012

Experiência alimentar de cinco dias com alimentação viva - alimentos crus e germinados. Aprenda, emagrecendo, como fazer este alimento nutritivo.
Aulas especiais sobre Feldenkrais - método corporal que ajuda a desenvolver melhor postura, coordenação e respiração. Está cada mais conhecido na neuropsicologia devido ao seu potencial de melhorar a vida.

"Tornar o impossível, possível, o possível fácil e o fácil elegante.
Minha intenção não é gerar corpos flexíveis, mas sim mentes flexíveis.  Meu objetivo é desenvolver a cada pessoa sua dignidade humana". Moshe Feldenkrais 


segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Conheça os benefícios da comida viva

Médico do SUS ensina receita que baixa a temperatura do fogão e aumenta o valor nutritivo de grãos, frutas e folhas.

Ismar Madeira

Campos do Jordão, São Paulo

Prato do dia: verduras, legumes, frutas e sementes germinadas. É a comida viva! 

"Eu tomava remédio para pressão e não tomo mais. Emagreci dez quilos com uma alimentação natural que qualquer um pode fazer em casa", conta o aposentado Orlando Asse dos Santos.
Não é milagre. É o resultado da orientação médica, que seu Orlando recebeu em um posto de saúde de Campos do Jordão, em São Paulo. Tudo de graça, pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Foi com o médico Alberto Gonzalez, pesquisador da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), que ele e muitos outros pacientes começaram a aprender que comida é remédio.

"Há influências bastante claras na obesidade, na constipação, na inflamação crônica, na dislipidemia – que é o desequilíbrio do colesterol –, nas doenças gastrointestinais e respiratórias e no diabetes", aponta Alberto Gonzalez.

Mas, afinal, o que é comida viva? A receita é simples: nada pode ser cozido, frito ou assado. Os alimentos são de origem vegetal. E para começar bem o dia, um suco poderoso.

Se uma pessoa que não tem uma doença diagnosticada nem se sente mal resolver experimentar esse alimento vivo, que resultados vai sentir?






"É muito importante que eu, me apresentando como médico, diga que alimento vivo é bom para quem está doente, mas o alimento vivo é uma alimentação para quem está sadio e quer se manter sadio", esclarece Alberto Gonzalez.

Decidi experimentar. Em dez dias, que resultados eu veria?

"Em dez dias, vai haver uma grande liberação de água do seu corpo. Muita água retida vai ser eliminada. Você também vai notar mudanças no âmbito da digestão e da disposição, principalmente após as refeições, Você vai se sentir muito bem disposto", adiantou Alberto Gonzalez.

Doutor Alberto troca o jaleco pelo avental. Hora de arregaçar as mangas e mostrar como se prepara o suco. "O grande equipamento é um liquidificador. Depois de tudo lavado, você começa a fazer o suco. Primeiro, picota o pepino. O pepino vai para perto da hélice, porque ele é um grande gerador de água. Aí vem a maçã. Vamos extrair a água do pepino, da maçã e das verduras orgânicas disponíveis com uma cenoura. E, finalmente, as sementes de girassol germinadas. Você pode usar só trigo, girassol, quinoa, gergelim, amêndoa. O ideal é a semente germinada”, ensina Alberto Gonzalez.


Este é o grande segredo da comida viva: grãos germinados. E se você já está se perguntando como vai fazer para conseguir essas sementes, não se preocupe.

"Em seguida, coamos. Fica uma massa consistente. É um coador de voal, que qualquer um pode ter. As pessoas com mais recursos usam uma centrífuga. É o café da manhã. É bom que seja um copo grande. Tem pão, manteiga, café e leite, só que em forma natural, viva e repleta de nutrientes vivos", ressalta Alberto Gonzalez.

Não é um suco ralinho, parece um leite ou algo muito cremoso. É em um casarão que doutor Alberto Gonzalez ensina receitas de alimentos vivos. Alguns pacientes são encaminhados para o local e aprendem que, além do suco, podem fazer pratos coloridos e saudáveis, como a caldeirada de frutos do mato.

Legumes ralados, picadinhos. Basta prensar os alimentos, uma técnica feita com as mãos, para controlar a temperatura da panela. Afinal, nos chamados alimentos vivos, legumes e verduras não podem ser cozidos.

"Se começar a queimar as mãos, tem que desligar. Se não queimar a mão, não vai queimar os alimentos também", explica uma funcionária do hospital.

“A carne é uma questão de herança cultural. Eu não vou chegar em uma aldeia de pescadores e dizer: parem de comer peixe. Comam o peixe, mas incluam na sua vida os alimentos que vêm da mãe terra. Porque eles vêm com a informação que você precisa", diz Alberto Gonzalez.

"Não posso dizer que sou vegetariano. Uma vez por mês eu não recuso um churrasquinho, mas também não sou escravo da alimentação. Como tudo que eu gosto, com uma certa regra", conta seu Orlando.

"Sempre digo que tudo que é verde faz bem para o que é vermelho. Quem está com doença cardiovascular volte-se para o reino vegetal. Alimente-se de tudo que é verde possível que a recuperação cardiovascular vem a reboque", aconselha Alberto Gonzalez.
grama do trigo
Em casa, seu Orlando segue a orientação diariamente e faz questão de plantar suas verduras: "Eu aproveito qualquer cantinho. Uma jardineirinha da loja de R$ 1,99, um pouquinho de terra e brota um trigo bonito".

A grama de trigo usada no suco nasce de sementes comuns compradas no supermercado e simplesmente jogadas por seu Orlando na terra. "Todos os espaços, o quintal do vizinho, por exemplo, eu coloquei trigo há 15 dias e já está nascendo. Temos couve e outras hortaliças espalhadas no meio da vegetação. Uso de sete a oito qualidades para fazer o suco por dia", conta.

Será que é mesmo tão fácil assim? Nos dez dias em que testamos o suco também experimentamos a preparação dele, até em cozinhas de hotel. Se eu consegui, qualquer um consegue.

Mas, antes, é bom lembrar: estávamos no restaurante de um hotel na cidade turística de Campos do Jordão, e as tentações estavam servidas. Eram 9h. Eu jantei no dia anterior, às 20h30. Ou seja, havia mais de 12 horas. O estômago já estava reclamando. A mesa do café da manhã era farta. Em vez de optar por tudo o que eu normalmente comeria, fiquei só com as frutas e o suco verde.

Logo pegamos a estrada. Acompanhamos doutor Alberto Gonzalez até a casa de um paciente. A viola dá o tom. O lavrador Benedito Vicente da Rosa leva uma vida simples. Mora com a mulher no alto de uma colina, em um lugar onde não tem luz elétrica. Mas sobram ar puro e produtos tirados da terra sem agrotóxicos. Faltava saber como aproveitar todos os seus nutrientes. Foi o que seu Benedito aprendeu nas consultas pelo SUS. Visitas periódicas fazem parte do Programa de Saúde da Família.

Há um ano, o lavrador mal conseguia ir ao posto de saúde, por causa de uma trombose na perna esquerda, uma ferida enorme não cicatrizava.

"Estava muito machucado, era uma ferida só. Tinha um roxo que parecia uma lesão só. Tomei o suco e fechou tudinho, foi uma beleza. Eu já estava até desenganado", comemora o lavrador.

Doutor Alberto Gonzalez explica: "Os vasos da perna dele não chegavam até a intimidade do tecido, por conta do problema vascular. O suco promoveu o fenômeno denominado neovascularização, de crescer novos capilares onde não tinha".

Mas o médico alerta: "Se você está usando remédios e quer mudar para o suco, consulte um profissional médico. A pessoa que tem um problema grave de pressão arterial ou problema grave de perfusão sanguínea do próprio coração não pode parar de tomar o remédio. Eu trabalho usando remédios e o suco. Os remédios vão sendo tirados à medida que os resultados com o suco vão aparecendo. E isso depende da adesão do paciente".

Seu Benedito se empenhou de verdade para ver o resultado. Afinal, o que já seria difícil na cidade grande poderia até ser impossível para quem vive sem energia elétrica – sem um liquidificador.



"Tentei socar no pilão, mas espirrou muito. Tive que inventar outro modo. Daí, foi no ralador. Achei que foi importante", diz seu Benedito, que colhe os ingredientes, rala e espreme tudo com as mãos. "É um verdadeiro remédio. A perna sarou que é uma beleza! Não tem mais nada, está forte. Já estou imaginando até jogar bola. Eu gostava muito de jogar bola. Fazer isso todo dia é difícil, mas sem esforço ninguém consegue nada".

A germinação dos grãos é que dá força ao alimento, potencializa os nutrientes. É o que garante a mais antiga pesquisadora da comida viva no Brasil, a designer e professora Ana Branco, da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ). A primeira semente foi ela que plantou. Há 15 anos, Ana Branco reúne conhecimentos que ela passa adiante.

Preste atenção: é o passo-a-passo para você também aprender a germinar as sementes na sua casa.

"Colocamos a semente de girassol de molho na água. Vamos dormir e a semente vai acordar. São oito horas de molho na água. É o tempo de dormirmos e ela acordar. Na manhã do dia seguinte, jogamos a água fora e deixamos escorrendo em algum apoio por mais oito horas. Depois de oito horas de molho na água e oito horas no ar, é só darmos uma lavadinha antes de consumirmos. Podemos olhar o que aconteceu com a semente germinada. Dá para ver o narizinho que está nascendo. Nesse ponto, podemos consumir. Assim, comemos a energia vital contida nela. E ficamos forte que nem ela", diz Ana Branco.


Para ela, uma filosofia de vida que germinou e deu frutos. Muitos já aprenderam os segredos da alimentação viva em cursos e em uma feira na PUC-RJ.

"Nós começamos com o suco quando eu estava grávida da minha terceira filha. Meu marido faz o suco, fazemos para a família toda. Isso já acontece há três anos", conta a professora Rosana Cunha Pinto. "O grande barato é chamar as crianças para fazerem junto com você. Pede para uma pegar uma maçã, pede para outra segurar uma hortelã. E assim a gente vai cortando e preparando o alimento junto".

Eu bebi suco durante dez dias. E não foi difícil, mesmo fora de casa, dormindo em hotéis, comendo em restaurantes. Logo no primeiro dia, eu fiz exames de sangue que mostraram que a minha saúde vai muito bem. Taxas como colesterol e glicose, por exemplo, estão ótimas. E, por causa disso, eu resolvi não mudar mais nada na minha alimentação. No almoço e no jantar, continuei comendo o que estou acostumado e gosto: arroz, feijão, carne.


Mesmo assim, substituindo só café da manhã, o suco fez efeito. Perdi 2,1 quilos. Eu também senti outras mudanças que não podem ser medidas. A primeira: comecei a sentir menos fome nos últimos dias. E a segunda: mudança no apetite. Já não tenho tido mais tanta vontade de comidas pesadas. Pode ser resultado do suco.





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