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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Um olhar sobre a Medicina Indiana


A Medicina indiana é conhecida também como Ayurveda, palavra que é originada da união de duas raízes sânscritas: "ayus, significando vida, e "veda", significando conhecimento, sabedoria ou ciência. Ayurveda é a ciência do dia-a-dia, literalmente significando "conhecimento da vida". O Ayurveda propõe a integração não só entre corpo e espírito, mas também entre o meio e os sentidos, seguindo sua filosofia de que o homem possui um universo dentro de si mesmo(microcosmo) e está inserido dentro do macrocosmo, interagindo com este a todo momento.

O que é saúde para a medicina ayurvédica? É saudável a pessoa que possui equilíbrio entre mente, corpo e espírito, equilíbrio entre os doshas (vata, pitta e kapha), princípios universais responsáveis pelo bom e pelo mal funcionamento dos diferentes órgãos do corpo, que tem uma boa digestão, bons elementos estruturais do corpo e uma regular excreção dos produtos (toxinas) de seu metabolismo.

A abordagem ayurvédica objetiva, em primeiro lugar, preservar e promover a saúde das pessoas através da adoção de uma rotina diária, respeitando a constituição individual de cada um. Como veremos mais adiante, esta rotina implica na incorporação de novos hábitos, de maneira consciente, em diversos âmbitos de nossa vida, como a alimentação, o sono, a sexualidade, considerados os três pilares da boa saúde. Para tanto, se utiliza de uma gama de recursos como dietas, ioga, meditação, massagens com óleos medicinais e aromaterapia. Quando necessário, o Ayurveda também busca curar doenças, mas sempre trabalhando em conjunto com a promoção da saúde: a medicina indiana lida com a pessoa doente e não com a doença. Essa aproximação com a pessoa doente pode ser feita através dos oito ramos principais:

1. Medicina Interna (Clínica Geral)
2. Pediatria, Ginecologia e Obstetrícia
3. Psiquiatria e Psicologia
4. Doenças da Cabeça e Pescoço
5. Cirurgia Geral
6. Toxicologia
7. Ciência do Rejuvenescimento
8. Ciência dos Afrodisíacos

As ciências do rejuvenescimento e dos afrodisíacos lidam com pessoas saudáveis, enquanto os outros seis ramos lidam com a pessoa doente. Pessoas desejosas de vida longa deveriam seguir os ensinamentos do Ayurveda, o que levaria à realização de quatro importantes objetivos de vida: riqueza, prazer, auto-realização e evolução espiritual.

Mais do que preservar a saúde e curar todo tipo de males, o Ayurveda propõe a transformação das pessoas porque estimula uma nova atitude mental em relação à vida: elas aprendem a meditar, a comer e a dormir melhor, a treinar a mente para extravasar emoções tóxicas e a ter consciência de seu corpo, do espaço que ele ocupa e do propósito de sua existência neste momento. Esta transformação é possível através conhecimento prático da auto-cura, que pode ser adquirido por qualquer pessoa.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Respiração consciente diminui a depressão

Estudos comprovam que meditar ao respirar pode melhorar o humor.

Pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade Toho, no Japão, realizaram um experimento para estudar os efeitos da meditação no humor das pessoas. Os resultados, publicados no periódico International Journal of Psychophysiology, comprovam que respirar conscientemente pode ajudar as pessoas a ganhar bem-estar. 
O experimento se baseava em focar na respiração abdominal durante 20 minutos. Depois da prática de atenção, os participantes disseram que tinham tido uma diminuição de sensações negativas e melhora do humor. 
Também foram realizados exames de imagem do cérebro antes e depois da respiração, que mostram que havia mais neurotransmissores serotoninérgicos no sangue e mais hemoglobinas oxigenadas no córtex pré-frontal, área associada à atenção e ao processamento de alta elaboração depois da prática. 

Uma outra pesquisa, feito pelos pesquisadores da Universidade Ruhr-Bochum, na Alemanha, provou o efeito do controle da respiração na depressão. Os voluntários tinham que prestar atenção, durante 18 minutos, na entrada e saída de ar. Os voluntários que conseguiram manter o foco na respiração perceberam diminuição de pensamentos negativos e desvalorização de si mesmos. Também disseram que tiveram maior controle das idéias insistentes e de sintomas depressivos. O estudo foi publicado na Cognitive Therapy and Research.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Segredos dos chakras, por Dra. Susan Andrews

O que se ensina normalmente é que eles estão relacionados às glândulas endócrinas, mas talvez você ainda não tenha ouvido muito sobre as chamadas “pétalas” dos chakras. Leia as revelações.

Ilustração: Pat Lobo
Há um crescente interesse entre os praticantes de Yoga ocidentais na antiga ciência espiritual do Tantra, com frequência envolta em mistério porque sempre foi passada oralmente de mestre a discípulo. Os textos tântricos que existem foram geralmente escritos em sandhya bhása, ou “linguagem crepuscular” – instruções ocultas e metafóricas, para que não fossem mal utilizadas por praticantes indevidos. Todavia, nos últimos anos, mais e mais estudantes de Yoga estão começando a se dar conta de que Tantra não é o “Yoga do sexo”, e sim , como seu nome em sânscrito indica, “aquilo que libera pela expansão”. Essa ciência da elevação da kundalini, a energia cósmica situada na base da coluna, tem como meta um estado de inexpressível êxtase e unidade. Isso pode ser alcançado abrindo os sete ou centros de energia psíquica ao longo da coluna, e liberando a energia divina que está latente dentro de nós. 
Muitas outras tradições ocultas têm descrito estes centros de energia sutil: os taoístas chineses, os alquimistas, e os místicos hebreus da Cabala. Mas foram os tântricos da Índia que desenvolveram a mais sofisticada ciência de purificação e controle desses centros, e de elevação da kundalini. E, como o artigo assinalou, cada vez mais ocidentais estão abraçando essa antiga ciência para transformar seu cotidiano numa bem-aventurada celebração. Contudo, ainda há muito mistério para ser desvelado em relação aoschakras. O que se ensina normalmente é que eles estão relacionados às glândulas endócrinas, nas suas respectivas regiões do corpo. Mas o que não é freqüentemente discutido são as tão chamadas “pétalas” dos chakras.



O QUE SÃO AS “PÉTALAS”? 

Você já se perguntou, ao observar as ilustrações das flores de lótus dos chakras com suas várias pétalas, o que essas pétalas representam? Por que será que no primeiro chakra na base da coluna a flor tem quatro pétalas, no segundo, seis, no terceiro, dez, e depois, doze, dezesseis, duas, e mil pétalas nos quatrochakras superiores?

O que aqueles antigos yogis tântricos descobriram, a partir de longas e concentradas introspecções em seus corpos energéticos, foi que cada uma dessas 50 “pétalas” (4 + 6 + 10 + 12 + 16 + 2 = 50) é um vórtice de energia psíquica, com sua cor e vibração sonora característica. Os yogis denominaram esses vibrantes sub-centros de vrttis, que literalmente significa “aquilo que gira”. Os insights desses yogis foram então codificados e sistematizados séculos antes de Cristo, na Índia, por um mestre realizado chamadoAstavakra, que nasceu deformado – daí seu nome Asta + vakra ou “oito dobras”. 

MISTÉRIOS DA MEDICINA CORPO-MENTE

Porém, a mais fascinante descoberta desses antigos sábios – e a mais importante para as nossas vidas práticas – foi que cada um desses 50 sub-centros dos chakras vibra em um certo padrão de freqüência mental. Todas as nossas emoções – esperança e medo, raiva e ódio, amor e orgulho – são geradas por emanações vibracionais desses vrttis. Os psicólogos atualmente debatem se temos quatro, sete, onze ou mais emoções básicas. Mas os tântricos, há milhares de anos, descobriram que temos cinqüenta meios de expressão mental, que vibram a partir dos sub-centros dos chakras.

Quando um vrtti é ativado, como uma mola solta fora do lugar, o chakra se torna desequilibrado, desfigurado. Esse padrão vibracional flui então através das dezenas de milhares de correntes de nervos sutis, ou nadis, em todo o corpo, perturbando o campo mental. A ativação desse vrtti também estimula ou inibe a secreção da glândula endócrina associada àquele chakra, causando uma súper ou uma sub-secreção de hormônios. Isso então ativa uma determinada resposta emocional e física.

Essa descoberta dos mestres guarda a chave de muitos mistérios sobre a ligação entre psique e soma. Na literatura da “medicina corpo-mente” sempre se encontra sempre perguntas do tipo: “Porque o amor e a esperança estimulam o sistema imunológico? Qual é o misterioso “mecanismo” pelo qual a fé cura, e o ódio adoece”? Talvez as tradições espirituais do Oriente ajudem a ciência ocidental a emergir de seu paradigma mecanicista. Como diz o psicólogo transpessoal Stanislav Grof, “A riqueza do profundo conhecimento sobre a consciência humana, acumulada nesses sistemas orientais através de milênios, não foi ainda adequadamente explorada, compreendida e integrada pela ciência ocidental”.

Qual é o misterioso “mecanismo” pelo qual a fé cura, e o ódio adoece”? Talvez as tradições espirituais do Oriente ajudem a ciência ocidental a emergir de seu paradigma mecanicista. 

Esses vrttis são lentes por meio das quais percebemos e vivenciamos o mundo – como amável ou irritadiço, inspirador ou amedrontador. Algumas vezes são paixões tão veementes que ameaçam nos esmagar; outras vezes são sentimentos ocultos tão sutis que raramente os notamos. Por exemplo, se ovrtti da “falta de autoconfiança” (avishvasa em sânscrito) no segundo chakra for habitualmente super-estimulado, a pessoa desenvolverá complexo de inferioridade; se o vrtti de “ódio” (ghrnaa vrtti), no terceiro chakra, for super estimulado, a pessoa se sentirá cheia de hostilidade; e se o vrtti de “afeição” (mamata), no quarto chakra for super-estimulado, ela sentirá um cálido sentimento de compaixão. 

O psicólogo Aaron Beck da Universidade da Pensilvânia chama essa sutil expressão dos vrttis de “pensamentos automáticos” – suposições fugazes de pano de fundo, que refletem nossas atitudes mais profundas e determinam todo o nosso comportamento. Ficamos incomodados com algo de manhã, e então permanecemos irritados por todo o dia, agindo asperamente sem razão para com as pessoas; mas, muitas vezes, completamente desatentos à nossa própria irritabilidade. Um indivíduo pode manifestar, excessivamente, uma certa combinação desses vrttis – por exemplo, medo (no terceiro chakra) e complexo de inferioridade (no segundo chakra). Outra pessoa pode ter outros vrttis superativos – por exemplo, otimismo (no quarto chakra) e altruísmo (no quinto chakra). Nossa personalidade é o somatório desses fluxos mentais que são expressos habitualmente. São as cinquenta “cores” emocionais na aquarela da nossa mente, a partir das quais selecionamos as tonalidades para pintar a tela da nossa personalidade. São as várias “notas” que emanamos para orquestrar a melodia das nossas vidas.

RAIVA MATA
Será que você conhece alguém da chamada “Personalidade do Tipo A”? Que fica facilmente com raiva mesmo diante de acontecimentos triviais – um carro lento à sua frente, um elevador demorado, crianças bagunceiras? Por anos os cardiologistas têm alertado que pessoas do Tipo A, com um “tipo permanente de raiva, hostilidade ou inveja”, têm um risco mais alto de morte prematura. Por quê? Uma das razões é que suas glândulas supra-renais secretam excessivas doses do hormônio do estresse, cortisol. Em experimentos conduzidos pelo Dr. Edward Suarez, da Universidade de Duke, nos EUA, as pessoas com alta pontuação de hostilidade produziram quarenta vezes mais cortisol do que aquelas mais tranqüilas quando sujeitas às mesmas provocações. Esse aumento hormonal pode resultar em doença e morte. Com cada alarme supra-renal, a pressão sangüínea se eleva, o batimento cardíaco é perturbado, e o sistema imunológico suprimido. Pessoas hostis do Tipo A, de acordo com essas pesquisas, têm sete vezes mais chances de morrer antes dos cinqüenta anos do que as pessoas do Tipo B, aquelas mais “cabeça fria”, as do Tipo B. 

Mas a razão pelo qual uma excessiva estimulação dos hormônios das supra-renais liga-se diretamente à hostilidade e à inveja ainda permanéce um enigma para os pesquisadores. Talvez a antiga ciência de Tantra possa nos prover com algumas dicas. Quando os vrttis do terceiro chakra da hostilidade (ghrna), irritabilidade ou raiva (kasaya), e inveja (irsya) das pessoas do Tipo A são cronicamente super-estimulados, as glândulas supra-renais são ativadas para secretar desenfreadamente doses excessivas de cortisol. Essas pessoas se tornam então ainda mais reativas aos estímulos externos: qualquer coisa pode parecer uma ameaça e causar uma raivosa erupção. Para os Tipos A com os vrttis do terceiro chakraconstantemente desequilibrados, a raiva mata. 


O QUARTO CHAKRA – A CURA PELA ESPERANÇA 

De todos os medicamentos, a esperança é de fato um dos mais poderosos. Em uma pesquisa da nova ciência de psico-neuro-imunologia, com 649 especialistas em câncer nos EUA, 90% concordaram que o fator mais significativo na cura de seus pacientes é a atitude de esperança e otimismo. Em mais de 400 curas espontâneas de câncer, envolvendo toda sorte de tratamentos - de jejum com suco de uvas à visitas ao santuário sagrado de Lourdes, na França – todas tinham somente um elemento em comum: a mudança para uma atitude mais esperançosa antes da remissão do tumor. Mas como funciona essa “fisiologia da esperança” funciona ainda é mistério para o meio médico. 

Podemos compreender este fenômeno lembrando que um dos sub-vórtices psíquicos, localizado no Anahatachakra, é chamado asha ou esperança. Quando esse vrtti é mobilizado, ele estimula a glândula timo associada ao quarto chakra, o “regente da orquestra imunológica”. Alguns psicólogos já criaram uma ‘escala-E’ – ‘escala da Esperança’ – para testar o nível de otimismo nos pacientes. Verificaram que aqueles com maiores “notas” em otimismo tinham sistemas imunológicos mais fortes, e foram menos propensos a desenvolver câncer.

“A Força que guia as estrelas está me guiando também.”
Portanto, precisamos a todo custo, asseveram os yogis, cuidar para manter nosso asha vrtti, nosso otimismo, sempre vibrando no fundo do coração sutil. Disse Einstein que a pergunta mais importante que um ser humano pode fazer é, “Será o universo amigável?” Sentir que existe sempre uma Força benevolente no universo, guiando a minha vida a cada momento, mobiliza não somente coragem e tranqüilidade, mas também saúde em todo meu ser. Um dos tesouros mais preciosos da vida é a convição de que, em qualquer circunstância, por mais árdua que seja, eu nunca estou só ou desamparado. A Força que guia as estrelas está me guiando também.

PURIFICAÇÃO E CONTROLE DOS CHAKRAS

Há cerca de sete mil anos, mestres realizados – “exploradores intrépidos do interior”, como disse o visionário Willis Harman – têm formulado uma ciência sofisticada do corpo, mente e espírito. Eles desenvolveram não somente uma refinada compreensão da nossa anatomia sutil, mas também um vasto repertório de práticas para harmonizá-la. Nosso equilíbrio emocional depende não somente de uma regulada secreção das glândulas endócrinas, mas também da harmonia vibracional dos chakras, que são a fonte de todas as expressões psíquicas. Quando o fluxo vibratório dos sub-vórtices fica distorcido, ocorre desequilíbrio endócrino e distúrbio emocional. Quando as freqüências do chakra estiverem em equilíbrio, seu formato e sua cor são claros e vibrantes, e sua expressão acústica afinada. As práticas psico-espirituais de Tantra atuam no nível dimensional mais elevado e sutil do indivíduo, para modular a ressonância do chakra e dos seus sub-centros até seu estado ideal. Essas técnicas superpõem as corretas freqüências cromáticas e sônicas sobre as distorcidas vibrações dos chakras, equilibrando-as e, conseqüentemente, as glândulas endócrinas correspondentes. Desse modo, distúrbios mentais e complexos emocionais podem ser erradicados pela raíz, e permanentemente curados. E podemos atingir a meta última da busca espiritual: como o Patañjali disse, Yogaschitta vrtti nirodha - a cessação de todos os vrttis num estado de unidade absoluta.

Como Daniel Goleman, autor do best-seller Inteligência Emocional enfatisou, na sociedade atual nossas emoções têm fugido perigosamente do nosso controle. Neste momento crítico da história humana, com a turbulência da hostilidade e do medo se alastrando dentro e fora de nós, precisamos equilibrar os vrttis que estão impedindo a paz social, e elevar nossa energia às frequências mais elevadas dos chakras superiores. A solução está em nossas mãos. Ou, para ser mais exata, nos mais profundos recessos do nosso ser. 

PRÁTICAS TÂNTRICAS PARA HARMONIZAR OS VRTTIS: CHAKRA SHODAN (purificação) e CHAKRA NIYANTRAN (controle)
· ASANAS, envolvendo kumbhaka (retenção da respiração na postura); pressionando repetidamente umchakra em particular, seus sub-centros, e as glândulas endócrinas correspondentes. 

· MUDRAS: visualizações psíquicas envolvendo pra’naya’ma ou controle da respiração, e influxo de energia prânica nos diversos chakras.

· TATTVA DHARANA: uma avançada prática tântrica de profunda concentração interior no núcleo dochakra, visualizando sua cor e seu formato corretos, e mentalmente entoando suas respectivas raízes acústicas, ou biija mantras. 

· DHYANA: A ativação dos chakras superiores através de meditações que mobilizam um espírito de entrega e devoção.

* Os desenhos desta reportagem são artísticos e NÃO ilustram as cores exatas e pétalas dos chakrassegundo a ciência milenar de Tantra. As posições não são exatas. Muladhara está no cóccix, no final da coluna vertebral. Manipura está no umbigo, e svadhisthana está entre os dois. Anahata está no centro do peito e ajiná está entre as sobrancelhas.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Desintoxicação com Alimentação Viva e Feldenkrais - Por Kaelash Neels - Parte 3



Como diz a palavra, os alimentos vivos são cheios de vida, cheio de enzimas. É o alto teor de enzimas nos alimentos vivos, que o diferencia de um alimento cru. Uma enzima é uma substância produzida por um organismo vivo que age como um catalisador para provocar uma reação bioquímica específica. Enzimas aceleram a reação nas células. A maioria das enzimas são proteínas que têm atividade biológica. Algumas enzimas controlam as reações dentro das células e algumas, como as enzimas envolvidas na digestão, fora delas. Há 5.000 enzimas citadas, mas muitas mais existem. Cada uma tem pH e temperatura perfeitos. Você sabia que cerca de 80% da nossa energia é consumida na digestão dos alimentos? Se você comer alimentos vivos, têm mais energia, porque os alimentos ricos em enzimas tiram a necessidade do corpo de gastar energia para produzir as enzimas em si. Quanto mais é necessário energia para digerir alimentos, menos energia para a função metabólica. A morte é sempre o resultado da deficiência das enzimas metabólicas.

Enzimas aumentam os nossos níveis de energia, o que equivale a maior capacidade de combater as doenças; elas também ajudam a reduzir a inflamação e acelerar a cura. O que você pode fazer para apoiar o corpo a produzir mais enzimas metabólicas? Restringir suas calorias comendo alimentos vivos. O estudo mais conceituado hoje para a saúde é a restrição calórica, o que resulta em longevidade e saúde em geral. Recomenda-se a desintoxicação de seu corpo de 3 a 4 vezes por ano e o aumento da ingestão de enzimas.
Então vamos voltar a olhar para a diferença entre uma alimentação viva e um alimento cru. Castanhas e sementes são exemplos de alimentos crus que contêm apenas uma pequena parte de enzimas e, portanto, são relativamente difíceis de digerir, mas elas têm o potencial de se transformar em um alimento vivo. Como? Por hidratação e germinação que ativa as enzimas já existentes nelas. Podemos até aumentar ainda mais a sua digestão e energia potencial ao liquidificá-las e fermentá-las. Estas são técnicas comuns no estilo de vida da alimentação viva. O que nos leva a pensar se existem enzimas nos alimentos cozidos. Não, pois no processo de cozimento uma grande parte dos nutrientes dos alimentos são destruídos. A seguir, mais informações:

Alimentos Vivos x Cozidos

Alimentos Cozidos

  • O cozimento destrói as vitaminas e as enzimas 
  • Os minerais são alterados, tornando-se indigestos e indisponíveis 
  • As proteínas são destruídas/alteradas 
Benefícios dos Alimentos Vivos
  • Mais nutrientes 
  • Menos toxinas 
  • Menos doença 
  • Menos gorduras/calorias 
  • Todos os alimentos vivos são ricos em enzimas, e mais fáceis de serem digeridos. 
  • Nem todos os alimentos crus são bons e nem todos os alimentos vivos são utilizados no Estilo de Vida da Alimentação Viva 

Os Alimentos Básicos do Estilo de Vida da Alimentação Viva

  • Frutas e Verduras 
  • Sopa Energética 
  • Castanhas e Sementes Germinadas 
  • Alimentos Fermentados (ex.: Chucrute) 
  • Alimentos batidos no liquidificador 
  • Suco de Grama do Trigo 

Alguns Componentes Básicos do Estilo de Vida da Alimentação Viva:

  • Alimentação Viva 
  • Exercício 
  • Respiração 
  • Relaxamento 
  • Cultivo de brotos e germinados 
  • Desintoxicação 


Então, se você deseja eliminar medidas, livrar-se da dor e do sofrimento e aumentar os seus níveis de energia, venha se juntar a nós durante esta desintoxicação em São Francisco Xavier onde o nosso lema é o que a Dra. Ann Wigmore, disse: "SE VOCÊ SE RECONECTA COM A NATUREZA, SEU CORPO IRÁ CUIDAR DE SI MESMO".

Leia também:

Desintoxicação com Alimentação Viva e Feldenkrais - Parte 1

Desintoxicação com Alimentação Viva e Feldenkrais - Parte 2




Kaelash Neels nasceu na Alemanha em uma família na qual yoga era praticado como um estilo de vida. Depois de mudar-se para os Estados Unidos, obteve graduação em Psicologia Somática na Universidade Estadual de Sonoma. Tem formação em Orientação Nutricional pela Faculdade de Bauman, na Califórnia, e é certificado Terapeuta e Instrutor de Yoga. Após concluir sua profissionalização de quatro anos no Programa de Treinamento Feldenkrais, foi Certificado pelo Feldenkrais Guild®da America do Norte (FGNA – www.feldenkrais.com). Atualmente é Co-diretor do Instituto Ann Wigmoreem Porto Ricoonde, desde 1999, tem ajudado pessoas a superarem os desafios de doenças severas como câncer e diabetes, e atingirem uma saúde vibrante e cheia de vitalidade. Há mais de 10 anos é Lifestyle Coach, combinando profundamente as expertises de ViniyogaTerapia, MétodoFeldenkrais® e Nutrição Viva em programas personalizados – trazendo esta prática inovadora para o Brasil, onde atende indivíduos e grupos que desejam mover-se da dor e sofrimento para uma saúde vibrante e plena.


Participe da Semana de Spa em São Francisco Xavier/SP, na Fazenda Gaia
Detox com Alimentação Viva e Método Feldenkrais
Com Kaelash Neels e Jane Susie Cardoso Almeida  
De 24 à 29 de janeiro de 2012

Experiência alimentar de cinco dias com alimentação viva - alimentos crus e germinados. Aprenda, emagrecendo, como fazer este alimento nutritivo.
Aulas especiais sobre Feldenkrais - método corporal que ajuda a desenvolver melhor postura, coordenação e respiração. Está cada mais conhecido na neuropsicologia devido ao seu potencial de melhorar a vida.

"Tornar o impossível, possível, o possível fácil e o fácil elegante.
Minha intenção não é gerar corpos flexíveis, mas sim mentes flexíveis.  Meu objetivo é desenvolver a cada pessoa sua dignidade humana". Moshe Feldenkrais 

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

7 maneiras de deixar seu cérebro em forma para a vida toda


Imagem retirada do site Yoga Journal Brasil
Com o passar dos anos e o seu amadurecimento – não só na prá­tica de Yoga como na vida – sua mente continua a crescer e mudar de maneiras positivas. Isso pode surpreendê-lo, porque a mídia mostra mais o que o cérebro perde ao longo do tempo.

Luigi Ferrucci, PhD e diretor do Baltimore Longitudinal Study of Aging, o instituto com pesquisas mais antigas na área, aponta que a maioria de nós não sofrerá as doenças da mente associadas com o enve­lhecimento, como Alzheimer e outras formas de demência: “você pode perder algum vocabulário ou ter uma memória menos perfeita, mas verá melhora em habilidades como combinar palavras e ideias di­vergentes e criar novos conceitos”. Isso acontece porque certas áreas do cérebro encolhem à medida que envelhecemos enquanto outras (muitas vezes adjacentes) crescem, de acordo com a última pesquisa.

Ayurveda, o sistema de medicina ancestral da Índia, expõe ideias simi­lares, diz Carrie Demers, diretora médica da Himalayan Institute Total Health Center, na Pensilvânia. Enquanto você envelhece, uma energia sutil chamada vata, ou energia do ar, aumenta em seu corpo. Se essa energia não está em equilíbrio, pode fazer com que você se sinta desliga­do e esquecido. A concentração se dissipa e os pensamentos tornam-se desarticulados. Mas se o vata está equilibrado com uma rotina saudável, ervas, boas relações sociais, contribui para uma expansão maravilhosa das nossas capacidades mentais”. O resultado, segundo Demers, é que você se torna mais criativo e capacitado para lidar com ideias complexas.

Ferrucci ilustra os efeitos positivos do envelhecimento na mente hu­mana com o lendário pianista clássico Vladimir Horowitz (1903-1989), que foi considerado tecnicamente perfeito quando jovem. “Quando Horowitz ficou mais velho, ele era menos perfeito tecnicamente, mas entendia muito mais a música; como resultado ele conseguiu transmi­tir sua emoção com o significado”. Similarmente, embora seja mais difícil para você aprender coisas novas com o passar do tempo, você fica mais ágil em abordar e elaborar sobre o que você já aprendeu com nova profundidade e sofistificação.

Supercérebro em 7 passos 

De acordo com os médicos especialistas, você pode manter a sua mente com bom desempenho. Tente fazer os itens a seguir para dar-se a melhor chance possível de ficar concentrado e criativo começando agora. Como sábios ancestrais e cientistas modernos concordam, sabedoria é um presente do tempo.

1. Deixe o sol entrar

A Vitamina D não ajuda só a metabolizar cálcio e manter os seus ossos fortes: pesquisas que sugerem que é também essencial para a função cognitiva vêm tomando corpo. Segundo um estudo feito em 2007 pela Unifesp a pedido do fabricante do suplemento Centrum, a farmacêutica Wyeth, 99% dos brasileiros não absorvem o total necessário de vitamina D. 
Para assegurar-se de que você obtém o suficiente, passe um tempo ao ar livre (sem ser nos horários de pico do sol) sem protetor solar.

2. Tome um tônico para o cérebro

Há milhares de anos, médicos ayurvédicos prescrevem ervas para manter o cérebro aguçado.
• Eles recomendam a erva brahmi (também chamada de gotu kula, à venda em clínicas ayurvédicas e lojas naturais) como uma medhya rasayana – um tônico ou rejuvenescedor cerebral. “O brahmi é calmante mas não sedativo, e assim inspira o fluxo de ideias”, diz Demers, que recomenda ingerir a erva em forma de extrato, misturando 30 gotas em um um copinho (do tipo que usamos para xarope) de água duas vezes ao dia.
• Outro “turbo cerebral” é chyavanprash, uma geleia medicinal deliciosa feita com mais de 40 ervas e minerais. Pesquisas sugerem que sua alta concentração de vitamina C e outros antioxidantes seja provavelmente a chave de sua força. Demers recomenda misturar uma colher de chá ao leite morno ou espalhá-la em um biscoito: “A receita original foi perdida nesses milhares de anos, mas essa geleia sempre inclui ghi, amla e meia dúzia de ervas benéficas para a mente.

3. Faça novos amigos

Encontros interessantes com outras pessoas – como dançar, viajar e fazer trabalhos voluntários – diminuem os riscos de demência. Ferrucci cita um estudo no New England Journal of Medicine que sugere que atividades sociais estimulam áreas do cérebro que podem eventualmente compensar outras áreas que começam a atrofiar com a idade.

4. Pense positivo

Pensamento negativo não é ruim apenas para o seu humor – para o cérebro também. Raiva crônica, ódio e ressentimentos produzem estresse, fazendo que as suprarrenais liberem cortisol, explica o psicólogo PhD Jeffrey M. Greeson. Com o tempo, altos índices de cortisol encolhem o hipocampo (a área do cérebro associada a memória e emoções) e causam mais pensamento negativo.

5. Aumente a B12

Estudos comprovam que a deficiência da vitamina B12 está relacionada à perda de memória. A maneira mais fácil de obter essa vitamina é comendo ovos, laticínios e carne, mas se você é vegano, pode obter B12 em alimentos fermentados como missô, kimchi ou picles feitos em casa.

6. Assente-se

Pesquisas têm mostrado repetidamente que meditar regularmente pode manter sua mente ágil e clara. Segundo Greeson, que recentemente analisou 52 estudos para um artigo na revista científicaComplementary Health Practice Review, pessoas que praticam meditação mostram atividades melhores em áreas do cérebro associadas a atenção e concentração. Suas mentes são mais ágeis, sua habilidade de concentrar e memorizar é mais forte e elas têm um sentido de bem-estar maior do que pessoas que não praticam meditação.

7. Mexa-se

Exercícios regulares (até caminhadas) são a sua principal arma contra o enfraquecimento cognitivo, diz Ferrucci. Um estudo de 2011 sugere que o hipocampo, que tipicamente começa a encolher no cérebro entre 55 e 60 anos, pode aumentar de volume significativamente nas pessoas que caminham por apenas 40 minutos por dia, três vezes por semana, assim aumentando a memória especial. Isso significa que você tem menos probabilidade de esquecer onde você largou a chave do carro.

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